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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Como Aumentar o Amor e a Compreensão na Relação

"Quando olhar para os olhos de outra pessoa, de qualquer pessoa, e vir a sua
própria alma a olhar para si, então saberá que atingiu um outro nível de consciência."




As relações precisam de cuidados e de atenção. Liberte-se dos seus medos e das emoções negativas. Quando necessitar de falar ou de comunicar, redefina as suas prioridades. Devote tempo e energia à outra pessoa. Coloque todo o peso da sua consciência, da sua atenção, na relação e nos seus problemas. A relação é mais importante do que a televisão, a revista ou o jornal. Elimine as fontes de distracção. Desligue a televisão; pouse o jornal. Respeite a outra pessoa.

Não assuma nada. Não se feche no buraco. Renove a relação com gestos que revelem carinho. A relação é algo que está vivo, que vive no presente. Não é uma coisa do passado.
Deixe a sua alma penetrar na relação através da consciência e da atenção. Isso provoca uma alquimia que conduz a processos mais profundos: alma/lado direito do cérebro em harmonia com o ego/lado esquerdo do cérebro. As relações com alma trazem verdadeira alegria às nossas vidas.

É seguro amar completamente, sem estabelecer reservas. Não é possível sermos verdadeiramente rejeitados. Isso só se torna possível quando se envolve o ego; nessa altura sentimo-nos magoados e vulneráveis. O amor é absoluto e abrange tudo. O conceito de amor total e sem reservas pode parecer para muitos algo verdadeiramente arriscado, ou até perigoso. No entanto, não estou me referindo a um processo de ab-rogação numa relação, em que uma pessoa se anula, nem a tolerar uma relação que seja abusiva e prejudicial. Esse tipo de procedimento não revela amor-próprio, nem amor pela outra pessoa. Permanecer numa relação destrutiva não é um exemplo de amor sem reservas; pelo contrário, será muito mais uma manifestação de uma grande diminuição na auto-estima e no amor-próprio. As pessoas podem ser perigosas; o amor nunca é.

Aproxime-se dos outros com amor e compaixão para ajudar, sem se preocupar com aquilo que poderá obter em troca. Não é importante se essa aproximação se dirige a poucas ou a muitas pessoas. Os números não contam; o que conta é o fato de nos aproximarmos para dar amor. Por vezes, quando um médico toca num paciente com compaixão, com vontade de curar, o médico se beneficia mais com este gesto do que o paciente. Todos nós somos médicos da alma.

Parta do coração, do verdadeiro coração, não parta da cabeça. Sempre que estiver em dúvida, escolha o coração. Isto não significa que deva negar a sua experiência adquirida, e tudo aquilo que aprendeu de um modo empírico ao longo dos anos. Significa apenas que deve confiar no seu próprio ser, na sua capacidade de integrar a intuição e a experiência. Temos de cuidar de um equilíbrio, de uma harmonia entre o que diz a cabeça e o coração. Quando a intuição desperta em nós um sentimento claro e verdadeiro, os impulsos de amor são privilegiados.
Quanto mais nos habituarmos a escutar a voz interior da serenidade, da intuição, uma espécie de sentimento visceral, maior será a nitidez e a precisão dessa voz.

Confie. Pode confiar no amor. As decisões individuais podem parecer prejudiciais, mas o amor nunca é. Quando captamos o quadro mais amplo, quando conseguimos apreciá-lo por inteiro, então a intenção do amor torna-se clara. Seu filho pode não compreender que uma injeção de antibiótico é um ato de amor. Mas a sua preocupação fará com que não poupe esforços para proteger a criança de uma doença potencialmente perigosa. Mesmo assim, para ela, a injeção não deixará de ser dolorosa. Num cenário mais complexo, você poderá ter que enviar para longe alguém que ama; porque a relação é destrutiva, ou porque o seu problema com as drogas exige, para seu próprio bem, um internamento, mesmo que este seja contra a sua vontade. Isto são exemplos para compreendermos a necessidade de compreendermos o quadro em toda a sua dimensão, antes de julgarmos uma decisão ou uma acção individual.

Como muitos outros homens, tenho a tendência a imaginar que os gestos românticos têm que ser grandiosos, como oferecer jóias, flores, um jantar num restaurante caro, e tudo 0 mais. Todavia, aprendi que por vezes as mais pequenas coisas podem ter um significado muito maior.
Há muitos anos, fui psiquiatra residente num hospital em Connecticut. O nosso filho, Jordan, era ainda uma criança, e minha esposa Carole trabalhava em regime de part-time. Eu tinha de ficar muitas vezes até tarde no hospital.
Numa noite extremamente quente de Verão, saí do hospital por volta das onze da noite. Num momento de inspiração súbita, parei para comprar dois sorvetes, um para Carole e outro para mim, e levei-os para casa. Nesse dia, Carole e eu não tínhamos tido oportunidade de falar um com o outro, e eu não fazia idéia que aquele dia tinha sido particularmente complicado para ela, tanto no trabalho como em casa. Sentamo-nos e cada um comeu o seu sorvete ficamos conversando no sossego da noite. Carole sempre me diz que aquele meu gesto, o fato de ter pensado nela e ter-lhe levado um sorvete passou a ser uma das suas recordações de ternura preferidas.

Ajude o seu parceiro a desenvolver o seu plano de vida e a atingir os seus objetivos. A segurança numa relação nasce no amor das ações no presente.
Acabe com a dependência. Não retire a ninguém a sua auto-estima, o dinheiro ou a confiança só para a fazer depender de você. Não rebaixe ninguém. As pessoas não abandonam uma relação de amor verdadeiro a não ser que estejam inconscientes.
A família da Carole costuma dizer que não há maior pecado maior do que tirar a alguém o seu neshumah. Traduzido do Yiddish, a expressão significa que é um pecado tirar a alegria a alguém, ou mais coloquialmente, estragar-lhe a festa. É tão frequente as pessoas fazerem isso umas às outras, e as pessoas nem se apercebem como isso é destrutivo. Isso já aconteceu com todos nós, e todos nós experimentamos aquela sensação de desmoronamento que acompanha esses momentos. Por exemplo, em crianças, quando íamos todas contentes mostrar a alguém um desenho que tínhamos feito, ou queríamos cantar uma canção que tínhamos aprendido, ou pretendíamos mostrar uma pequena façanha e, em vez de sermos recebidos com um incentivo, essa pessoa ainda fazia troça de nós. Mais tarde, todos nós experimentamos também ver um momento de alegria ser estragado por uma crítica sem sentido. Apesar de sabermos que as ações ou as palavras da outra pessoa se devem normalmente a ciúmes, ou a um sentimento de inferioridade, ou a qualquer outra razão, mesmo assim não deixamos de ter aquele mesmo sentimento de desapontamento que tínhamos em criança. E interessante notar que a palavra neshumah significa "alma". O maior pecado é tirar a alma a alguém.


* Texto retirado do livro: A Divina Sabedoria dos Mestres, do Dr. Brian L. Weiss



Eu sempre gostei dos livros do Dr. Brian Weiss. Cheguei a comprar alguns para familiares e amigos meus. Todos eles gostaram muito. Não sei... o Dr. Weiss tem uma forma tão delicada, ao mesmo tempo que inteligente, de colocar idéias complexas de modo que façam sentido. Gosto muito dos temas abordados em seus livros e de seu estilo de escrever. E até para aqueles que não possuem um lado espiritual "cultivado" (ainda), tenho certeza de que o texto acima fará todo o sentido.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Só o Amor é Real


Para cada um de nós, existe alguma pessoa especial. Muitas vezes, existem duas, três, ou mesmo quatro. Todas vêm de gerações diferentes. Atravessam oceanos de tempos e profundidades celestiais para estarem conosco novamente. Vêm do outro lado do céu. Podem parecer diferentes, mas nosso coração as reconhece. Nosso coração as abrigou em braços em tempos antigos.

Marchamos juntos nos exércitos de generais guerreiros que a História esqueceu, e vivemos com elas nas cavernas cobertas de areia dos Homens Antigos. Há entre eles e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós. A nossa mente pode interferir. "Eu não te conheço". Mas o coração sabe. Ele toma a nossa mão pela "primeira" vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser. Ela olha em nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos. Há uma estranha sensação em nosso estômago. Nossa pele se arrepia. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância. Ele pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrado, embora o conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial, o futuro. Mas ele não o vê. Temores, racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ele não permite que afastemos o véu. Choramos e sofremos, mas ele se vai.

A "natureza" tem seus caprichos. Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de explodir com força igual. O reconhecimento do espírito pode ser imediato. Uma súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia alcançar. Em níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da família. Ou ainda mais profundos. Sabemos intuitivamente o que dizer, como ele vai reagir. Um sentimento de segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um dia, uma semana ou um mês. O reconhecimento da alma pode ser sutil e lento. Um despertar da consciência à medida em que o véu vai aos poucos levantando.

Nem todos estão prontos para ver imediatamente. Há um ritmo nisto tudo, e a paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro. Um olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do espírito. O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida. O toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal. Ou pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos.


Trecho do livro Só O Amor é Real, do Dr. Brian Weiss