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sábado, 30 de agosto de 2008

Mais duas parábolas...



Parábola Budista

Um homem atravessava uma floresta, fugindo de assassinos que queriam matá-lo. Chegou à beira de um rio, muito largo, impossível de atravessar a nado. Viu ao lado uma pequena jangada abandonada. Tomou-a e atravessou o rio, pondo-se a salvo. Mas lá chegando, ficou com dó de abandonar a jangada, que lhe havia salvo a vida. Tomou-a nas costas e resolveu levá-la consigo. Com tudo isso, perdeu tempo e atrasou sua caminhada. Enquanto isso, seus inimigos construíram uma jangada, atravessaram o rio, alcançaram-no e o mataram.

Moral da história: Não se apegar a coisas inúteis.



Parábola da Sabedoria Oriental

Um pescador levantou-se mais cedo que de costume e se dirigiu à beira do rio para pescar. Lá chegando, viu um saco cheio de pedras, abandonado. Como ainda estivesse escuro, divertia-se em jogar as pedras na água para ouvir o barulho. O tempo foi clareando e, quando jogou a última pedra, um raio de sol a iluminou, revelando ser um puro diamante. Desesperado, o homem, compreendendo que havia jogado fora uma fortuna, mergulhou no rio, tentando resgatar as pedras. Enroscou-se no fundo e morreu afogado.

Moral da história: mantenha a atenção sobre as coisas que acontecem ao seu redor. Alí pode haver coisas valiosas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A História Dos Dois Profetas

A História Dos Dois Profetas


Pressentindo que seu país em breve iria mergulhar numa guerra civil, o sultão chamou um dos seus melhores profetas e perguntou-lhe quanto tempo ainda lhe restava para viver.
- Meu adorado mestre, o senhor viverá o bastante para ver todos os seus filhos mortos.

Num acesso de fúria, o sultão mandou imediatamente enforcar aquele que proferira palavras tão aterradoras. Então, a guerra civil era realmente uma ameaça! Desesperado, chamou um segundo profeta.

- Quanto tempo viverei? Perguntou, procurando saber se ainda seria capaz de controlar uma situação potencialmente explosiva.
- Senhor, Deus lhe concedeu uma vida tão longa que ultrapassará a geração dos seus filhos e chegará à geração dos seus netos.

Agradecido, o sultão mandou recompensá-lo com ouro e prata.
Ao sair do palácio, um conselheiro comentou com o profeta:
- Você disse a mesma coisa que o profeta anterior. Entretanto, o primeiro foi executado e você recebeu recompensas. Por quê?
- Porque o segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz.




"Sempre que precisar disparar a flecha da verdade,
não esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel."

Provérbio chinês

O Pote Trincado

O Pote Trincado

Por Willy McNamara


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.

Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.

Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia a beira do poço.

- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.

- Por quê? Perguntou o homem.

- De que você está envergonhado?

- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor.

Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- Quanto retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, a medida que ele subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo.

Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava.

- Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça a sua casa.



Photo: The Water Bearer © Priscilla Stultz
Source: QuiltArtists