A generalização é um mecanismo de defesa que as pessoas usam quando não possuem argumentos o suficiente para explicar seu desgosto em relação a uma pessoa, situação ou coisa.
Todos sabem que somos todos diferentes e únicos. Mas quando algo vai de contra ao que pensamos ou sentimos, para alguns de nós a tendência é a generalização. Algo que considero de certa forma um sintoma de imaturidade emocional e psicológica. Para não falar na imaturidade espiritual.
Exemplo:
"Todas as mulheres estão apenas atrás de dinheiro".
(ou atrás de homens bonitos, posição social, etc.)
Verdade esta afirmativa? Claro que não. Mas dá para ler nas entrelinhas de uma frase assim que quem a proferiu ou escreveu tem uma revolta insana contra uma ou algumas poucas mulheres que passaram por sua vida.
E nessa hora quem generaliza se esquece completamente do mundo real que o(a) cerca. Tudo o que falam e ou escrevem deriva de sua revolta. Infelizmente é assim. Mas com sorte, não por muito tempo. Geralmente as pessoas conseguem se desvencilhar de seus próprios rancores após algum tempo se remoendo. Ainda bem.
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Sou um ser em des-construção...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
O Ato de RECLAMAR
Hoje acordei pensando nisso... no ato de reclamar.
Por onde andamos, há sempre pessoas reclamando disso ou daquilo. E as reclamações variam em intensidade, variedade e até em nível dramático.
Mas... por que reclamar tanto? O que o ato de reclamar contribui na solução do problema ou problemas em questão? Não acho que o reclamar em si ajude em absolutamente nada. A não ser, claro, a fazer com que a pessoa se sinta acolhida por outras pessoas, muitas que talvez estejam passando pela mesma situação. Fora isso, reclamar por reclamar, não faz o menor sentido.
E pior: há pessoas que reclamam de coisas que não têm a menor possibilidade, por mais remota que seja, de mudarem. Como o clima, por exemplo.
Moro em uma cidade do hemisfério norte, à beira de um grande lago, onde o clima está sempre mudando e mudando drasticamente. Há dias que acordamos com frio e vamos dormir com calor e vice e versa. Quando chove ou neva, então, os noticiários de TV (já sabendo dessa fome das pessoas por novos motivos para reclamar) anunciam tal ocorrência natural como se fosse o início do Armaggedon! ahahahahah
Nevou hoje! Vai nevar amanhã! E depois de amanhã também!!!! BIG DEAL!
O que a Natureza faz ou não faz é algo que foge TOTALMENTE ao nosso controle. Por que reclamar então? Será que morar em Júpiter, onde nem oxigênio respirável teríamos, seria melhor do que enfrentar uma nevasca? Acho que não! rsrs
E fico sempre me perguntando: por que reclamar? O que reclamar ajuda e a quem ajuda...?
E em casos como esse do tempo e do clima, reclamar me parece um ato de insanidade total. Ninguém pode escolher o clima que terá em um determinado dia. Reclamar do que não se pode mudar me parece um passinho a caminho do sanatório mais próximo. Por que não aceitar o que é, como é e tentar mudar ou melhorar apenas aquilo que se pode mudar?
E uma coisa eu sei com absoluta certeza: na maioria dos casos quando reclamamos de alguma coisa, a única coisa que podemos mudar é a nossa atitude em relação a essa coisa. Nada mais.
E é realmente impressionante como o mundo ao nosso redor parece mudar quando nossa atitude perante a ele muda.
A chuva vai continuar a chover. A neve vai continuar a nevar. No verão, vai fazer calor mesmo - não há como evitar isso. Não seria melhor nos juntar à corrente da vida ao invés de lutar contra ela?
Pelo menos é isso o que eu tenho tentado fazer nos últimos tempos. E tem me dado muita serenidade e paz de espírito, mesmo quando encontro situações de desafio e dúvida.
Por onde andamos, há sempre pessoas reclamando disso ou daquilo. E as reclamações variam em intensidade, variedade e até em nível dramático.
Mas... por que reclamar tanto? O que o ato de reclamar contribui na solução do problema ou problemas em questão? Não acho que o reclamar em si ajude em absolutamente nada. A não ser, claro, a fazer com que a pessoa se sinta acolhida por outras pessoas, muitas que talvez estejam passando pela mesma situação. Fora isso, reclamar por reclamar, não faz o menor sentido.
E pior: há pessoas que reclamam de coisas que não têm a menor possibilidade, por mais remota que seja, de mudarem. Como o clima, por exemplo.
Moro em uma cidade do hemisfério norte, à beira de um grande lago, onde o clima está sempre mudando e mudando drasticamente. Há dias que acordamos com frio e vamos dormir com calor e vice e versa. Quando chove ou neva, então, os noticiários de TV (já sabendo dessa fome das pessoas por novos motivos para reclamar) anunciam tal ocorrência natural como se fosse o início do Armaggedon! ahahahahah
Nevou hoje! Vai nevar amanhã! E depois de amanhã também!!!! BIG DEAL!
O que a Natureza faz ou não faz é algo que foge TOTALMENTE ao nosso controle. Por que reclamar então? Será que morar em Júpiter, onde nem oxigênio respirável teríamos, seria melhor do que enfrentar uma nevasca? Acho que não! rsrs
E fico sempre me perguntando: por que reclamar? O que reclamar ajuda e a quem ajuda...?
E em casos como esse do tempo e do clima, reclamar me parece um ato de insanidade total. Ninguém pode escolher o clima que terá em um determinado dia. Reclamar do que não se pode mudar me parece um passinho a caminho do sanatório mais próximo. Por que não aceitar o que é, como é e tentar mudar ou melhorar apenas aquilo que se pode mudar?
E uma coisa eu sei com absoluta certeza: na maioria dos casos quando reclamamos de alguma coisa, a única coisa que podemos mudar é a nossa atitude em relação a essa coisa. Nada mais.
E é realmente impressionante como o mundo ao nosso redor parece mudar quando nossa atitude perante a ele muda.
A chuva vai continuar a chover. A neve vai continuar a nevar. No verão, vai fazer calor mesmo - não há como evitar isso. Não seria melhor nos juntar à corrente da vida ao invés de lutar contra ela?
Pelo menos é isso o que eu tenho tentado fazer nos últimos tempos. E tem me dado muita serenidade e paz de espírito, mesmo quando encontro situações de desafio e dúvida.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
A Verdadeira Face da Timidez

Eu já fui alguém que se considerava uma pessoa "tímida". E minha timidez atrapalhava e muito minha vida. Era muito difícil conversar com outras pessoas, interagir, até mesmo caminhar pelas ruas e ter que me deparar com a multidão que sempre nos espera lá fora.
Eu sempre tinha aquele pensamento contínuo de "o que será que estão pensando de mim?".
Para ser sincera, conviver com outras pessoas se tornou uma tortura sem fim. Fora meus familiares e amigos mais próximos, a vida em comunidade para mim era como uma penitência ou uma obrigação. E algo que eu jamais pude imaginar aconteceu como resultado de minha timidez: as pessoas começaram a interpretá-la como ARROGÂNCIA!!! Comecei a ser "premiada" com apelidos de todos os tipos. Tudo bem, minha aparência física contribuiu muito para isso. Sou uma pessoa que no Brasil seria considerada de aparência "estrangeira". Sempre me senti diferente da maioria. E, aparentemente, a maioria também percebia isso e se afastava - ou me rotulava desse ou daquele nome.
E enquanto isso... minha timidez continuava.
Outro problema: minha mãe era VENDEDORA!! Lidava com o público em geral e muitas vezes esse público era recebido na SALA DE NOSSA CASA! ahahahahah
Hora da confissão: até meus 15 anos de idade eu me escondia DEBAIXO DA CAMA para não ter que conversar, fazer sala, etc. para as clientes de minha mãe. Olha, como era difícil ser filha de alguém que conversava com todos como se fossem amigos de infância. Eu me sentia um peixe fora d'água perto dela. Eu queria ser como ela, mas não conseguia... Por isso me escondia ou dava um jeito de sumir para não ter que interagir com ninguém. E isso só aumentava minha aura de estranheza e de arrogância e "metidez" para a maioria dessas pessoas.
Ah, esqueci de dizer que eu era (e continuo sendo) a maior CDF da paróquia!! Detalhe: e minha escola REALMENTE SE CHAMAVA Paróquia! ahahahahah
Nem é preciso dizer o que minha timidez, minha aparência européia e meu CDéFISMO fizeram para minha reputação na nossa pequena cidade do interior.
Mas o tempo foi passando, eu fui crescendo e me conhecendo melhor. Saí do Brasil e minha vida mudou completamente. Fui forçada a enfrentar o mundo. Mas não apenas o mundo: o mundo onde ninguém falava a minha língua!! Se eu era tímida antes, melhor deixar essa timidez de lado porque... não há como assimilar uma nova língua, costumes e cultura estrangeiros sendo tímida. ahahahahah
E foi assim que minha timidez começou a se dissipar e eu comecei a realmente VIVER!
Imediatamente após chegar aos EUA eu fiz uma decisão muito importante: eu falaria com todos, em qualquer lugar, sobre qualquer assunto e mesmo que meu inglês fosse PODRE! =P
Vim para viver, para descobrir coisas novas e para me descobrir. Isso não é hora de me fechar dentro de minha conchinha e me esconder da vida.
E foi assim que aconteceu tudo. De repente eu me vi, cheia de complexos (por não falar inglês e não ser nativa), mas sem medo de errar.
E não há NADA que se compare a viver sem o medo de errar. Tudo bem que eu fazia o melhor do melhor que podia, considerando as circunstâncias em que me encontrava. Mas quando "escapulia" uma palavrinha ou frase erradas... eu tava nem aí! Minha atitude era "e daí? Simbora! Bola pra frente!" rsrsrs
Depois de alguns anos dessa terapia inversa e extrovertida, descobri algo inédito: sou mesmo a filha "verbal" de minha mãe. Adoro falar com pessoas. Adoro falar com QUALQUER pessoa, de qualquer lugar, de qualquer nível social, cultural, psicológico, emocional, ETs... brincadeirinha! (Se bem que eu adoraria fazer uma sabatina com um ET da vida! ahahahah). Aprendo com todas as pessoas. Até mesmo com as que não se identificam comigo e com minha linda de pensamento, gostos, opiniões, etc.. É impressionante como a vida se abre para nós quando nós nos abrimos para a vida.
A pouco tempo eu descobri uma definição que acho que explica perfeitamente o que se passou comigo e com minha timidez:
"A timidez é uma forma de narcisismo."
Quando estamos tão preocupados com nós mesmos a ponto de fechar todas as portas para pessoas e experiências diferentes, nós estamos na verdade atuando como Narciso, que só conseguia enxergar a si mesmo e a nada mais.
Pense bem. A pessoa tímida está preocupada com SI MESMA 100% do tempo. Preocupada com o que vão pensar dela. Com o que ela está falando ou não falando. Com o fato de existirem outras pessoas que estão praticamente se intrometendo no seu mundo particular.
Quem sofre com a timidez sofre por não querer se abrir para a vida. Ou por não SABER como fazê-lo, como era meu caso. Criam-se cenários imaginários e vivem-se dramas particulares que nunca existiram de fato.
A timidez é a expressão "politicamente correta" para uma das várias faces do narcisismo.
Uma pena... Há tanta vida lá fora...
No mundo dos meus sonhos não existe timidez. Sabe por quê? Porque ser tímido ou tímida não leva ninguém a lugar algum, a não ser para dentro das nossas próprias limitações. Ninguém vive sozinho. E a timidez é o caminho mais curto até a solidão.
. . .
quinta-feira, 12 de junho de 2008
12 de junho - Dia dos Namorados

Para quem tem namorado e também para quem não tem, um dia especial como esse, que celebra o AMOR entre as pessoas, não pode passar desapercebido. Mas me pergunto: até que ponto um único dia deve ser algo que norteia o sucesso (ou a falta dele) na vida afetiva de alguém.
O Dia dos Namorados me parece ter se tornado quase que um troféu, ou um motivo para se sentir seguro para as pessoas que possuem alguém especial ao seu lado e com esse alguém pode compartilhar esta data. Enquanto que para as que não tem esse alguém, ele se torna uma fonte de angústia e de sentimentos de inferioridade e mais uma miríade de emoções negativas. Não consigo mais ler relatos, especialmente de mulheres, que passam o dia todo chorando e se culpando por não ter o tão desejado "namorado".
Mas... por que isso?!? Por que deixar que uma simples data no calendário dite a sua felicidade e o seu nível de auto-estima? Será que ter alguém só por ter, só para não ficar só nesse dia em particular, será que isto seria produtivo, benéfico e até mesmo sinal de maturidade emocional? Não acredito. Nós mulheres devemos nos bastar a nós mesmas antes de conseguirmos ser parte de qualquer relacionamento duradouro, honesto e sincero. E como ter tudo isso se não conseguimos nem amar a nós mesmas?!?
Você pode indagar se eu estou sozinha ou acompanhada neste dia. E a resposta é: pode ser que esteja sozinha e pode ser que esteja acompanhada. Na verdade isso não importa muito para mim hoje, pelo menos não no que se refere ao calendário. O "estar acompanhada", em minha opinião, abrange muito mais do que meros chocolates e flores que me são dados em uma data festiva qualquer.
Quero estar acompanhada sempre, todos os dias, incessantemente e até egoisticamente mesmo! Quero o amor sem segundas intenções, mas lotado de terceiras - se é que você me entende. rs
Isso de presentear por força do hábito ou por exigência da sociedade... realmente não é pra mim. Obviamente que é maravilhoso receber presentes do coração, neste ou em qualquer outro dia do ano. Mas o que realmente importa é a intenção por detrás do ato em si. E se a intenção for pura... tudo de bom! Sem aquilo de obrigação, de fazer por fazer, de ter que fazer para não entrar em conflitos. Dar um presente com má-vontade é muito pior do que não dar nada.
O romance de verdade começa onde as regras e expectativas alheias terminam e onde apenas o que duas pessoas desejam é importante.
Mas, mesmo assim, Feliz Dia dos Namorados. Desejo que todos os seus dias sejam Dias dos Namorados. E se você está sozinha(o) hoje, não se sinta triste por isso. Para tudo há uma razão de ser. E no final das contas, quem disse que é preciso outra pessoa para se sentir nas nuvens? Se ame. Se cuide. Se respeite. Viva a vida, seja lá como ela se apresentar hoje. O resto é consequência...
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