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domingo, 15 de março de 2009

O Dhammapada, Cap. I - Os versos gêmeos

Tudo o que nós somos é resultado do que nós pensamos no passado: tudo o que nós somos se baseia em nossos pensamentos e é formado por nossos pensamentos. Se alguém fala ou age com um mau pensamento, o sofrimento o acompanha assim como a carreta segue os passos do boi que a puxa.

Tudo o que nós somos é resultado do que nós pensamos no passado: tudo o que nós somos se baseia em nossos pensamentos e é formado por nossos pensamentos. Se alguém fala ou age com pensamento puro, a felicidade o acompanha assim como sua própria sombra nunca se afasta dele.

‘Ele me desrespeitou, ele me bateu e dominou, e então me roubou’ – quem expressa tais pensamentos amarra sua mente à intenção de retaliar. Em tais pessoas o ódio não cessa.

‘Ele me desrespeitou, ele me bateu e dominou, e então me roubou’ – em quem não expressa tais pensamentos, o ódio cessará.

Nesse mundo a inimizade nunca é eliminada pelo ódio; a inimizade é eliminada pelo amor. Essa é a Lei Eterna.

Os muitos que não sabem disso também esquecem que um dia, nesse mundo, morreremos. Eles não se controlam. Mas aqueles que conhecem a Lei encerram seus conflitos em seguida.

Quem vive em busca de prazeres, com seus sentidos descontrolados, sem moderação ao comer, indolente, desvitalizado – a ele verdadeiramente Mara[2] derruba assim como uma tempestade derruba uma árvore.

Quem vive disciplinando a si mesmo, sem dar atenção a prazeres, com seus sentidos controlados, moderado ao comer, cheio de fé e coragem (Virya) – a ele verdadeiramente Mara não derruba, assim como uma tempestade não derruba uma montanha rochosa.

Quem não está livre de vícios, quem não observa a moderação e a veracidade, pode vestir o manto amarelo, mas não o merece.

Quem libertou-se dos vícios e está bem estabelecido nas virtudes, quem observa a moderação e a veracidade, realmente merece o manto amarelo.

Aqueles que vivem no mundo de prazeres da fantasia enxergam verdade no que é irreal e inverdade no que é real. Eles nunca chegam à verdade.

Aqueles que se estabelecem no mundo do pensamento correto enxergam verdade no que é real e inverdade no que é irreal. Eles chegam à verdade.

A chuva flui para dentro de uma casa com telhado mal contruído, assim como os desejos fluem para dentro de uma mente mal treinada.

A chuva não molha uma casa com telhado bem construído, assim como os desejos não entram na mente disciplinada.

Quem faz o mal sofre neste mundo e sofre no mundo seguinte; ele padece nos dois. Aflito, ele se inquieta ao rever os seus atos pecaminosos.

Quem é virtuoso tem contentamento nesse mundo e tem alegria no mundo seguinte; ele se alegra nos dois. Ele tem satisfação e contentamento ao rever seus atos puros.

Quem faz o mal se lamenta aqui, e se lamenta depois daqui. “Fiz o mal”, ele diz a si mesmo. Seu tormento é maior quando está no lugar do mal.

O ser humano correto é feliz aqui, e é feliz depois daqui. “Fiz o bem”, ele diz a si mesmo. É grande o seu prazer no lugar abençoado.

Quem cita os textos sagrados mas é preguiçoso e não os aplica na vida é como um homem do campo que conta as vacas alheias. Ele não partilha as bênçãos da Boa Vida.

Quem abandona a luxúria, o ódio e a loucura adquire verdadeiro conhecimento e uma mente serena, não tem cobiça nesse mundo nem em qualquer outro, aplica em si mesmo os ensinamentos dos textos Sagrados que recita, mesmo que sejam poucos em número – tal pessoa participa das bênçãos da Boa Vida.



[ ]Nota:
A palavra “Dhammapada” significa, literalmente, “O Caminho da Lei”. Mas a palavra páli “Dhamma”, que corresponde à palavra sânscrita “Dharma”, significa tanto “lei” como “verdade”, “dever”, “virtude interior” ou “característica essencial de um ser”.



Source: UnipazLondrina

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Zen Budismo - N° 31

31. Tudo o que existe é o que há de melhor

Enquanto Banzan caminhava pelo mercado da vila, ele ouviu uma conversa entre um açougueiro e seu freguês.

"Mê dê a melhor peça de carne que você tiver," disse o freguês.

"Mas tudo que tenho em meu açougue é o que há de melhor," respondeu o açougueiro. "Você não encontrará aqui em meu estabelecimento um único pedaço de carne que não seja o melhor."

E ao ouvir estas palavras, Banzan se tornou iluminado.

sábado, 30 de agosto de 2008

Mais duas parábolas...



Parábola Budista

Um homem atravessava uma floresta, fugindo de assassinos que queriam matá-lo. Chegou à beira de um rio, muito largo, impossível de atravessar a nado. Viu ao lado uma pequena jangada abandonada. Tomou-a e atravessou o rio, pondo-se a salvo. Mas lá chegando, ficou com dó de abandonar a jangada, que lhe havia salvo a vida. Tomou-a nas costas e resolveu levá-la consigo. Com tudo isso, perdeu tempo e atrasou sua caminhada. Enquanto isso, seus inimigos construíram uma jangada, atravessaram o rio, alcançaram-no e o mataram.

Moral da história: Não se apegar a coisas inúteis.



Parábola da Sabedoria Oriental

Um pescador levantou-se mais cedo que de costume e se dirigiu à beira do rio para pescar. Lá chegando, viu um saco cheio de pedras, abandonado. Como ainda estivesse escuro, divertia-se em jogar as pedras na água para ouvir o barulho. O tempo foi clareando e, quando jogou a última pedra, um raio de sol a iluminou, revelando ser um puro diamante. Desesperado, o homem, compreendendo que havia jogado fora uma fortuna, mergulhou no rio, tentando resgatar as pedras. Enroscou-se no fundo e morreu afogado.

Moral da história: mantenha a atenção sobre as coisas que acontecem ao seu redor. Alí pode haver coisas valiosas.

domingo, 13 de julho de 2008

As Quatro Nobres Verdades de Buddha


As Quatro Nobres Verdades de Buddha



Assim foi dito por Buddha, o iluminado.

Por não compreender e não realizar quatro coisas,
que eu discípulos, da mesma forma que vocês,
tivemos que vagar tão longamente através desta
roda dos renascimentos.


E quais são essas quatro coisas?
  1. A nobre verdade do sofrimento.
  2. A nobre verdade da causa do sofrimento.
  3. A nobre verdade da extinção da causa do sofrimento.
  4. A nobre verdade da senda que leva à extinção do sofrimento.

Enquanto o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades não estavam perfeitamente claros em mim, eu não estava certo que tinha atingido a suprema iluminação que é insuperável em todo o mundo.

Mas tão logo o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades se tornaram perfeitamente claros em mim, surgiu a certeza que tinha atingido esta suprema iluminação insuperável.

Então descobri essa profunda verdade, tão difícil de perceber, difícil de compreender, tranqüilizante e sublime à qual não é para ser ganho por mero intelecto e é visível apenas ao sábio.



1ª - A Nobre Verdade do Sofrimento

Nascimento é sofrimento, doença é sofrimento, morte é sofrimento, tristeza, lamentação, dor, pesar e desespero são sofrimento. Não ter o que se deseja é sofrimento, separação do que se deseja é sofrimento, união com o que não se deseja é sofrimento. Saudade é sofrimento, ser escravo de um passado já morto e um futuro inexistente é sofrimento. Ser presa fácil de estímulos exteriores de toda ordem é sofrimento. Quando sopram os ventos da sensibilidade nós vamos cegamente a sensualidade, quando sopram os ventos da raiva nós vamos cegamente a violência, quando sopram os ventos da agitação e preocupação nós vamos cegamente em direção a ansiedade e angústia, quando sopram os ventos da dúvida nós vamos cegamente ao ceticismo.

Todo sofrimento, assim como toda a nossa felicidade está na própria mente, pois nenhum inimigo nos poderá fazer tão infelizes quanto nossa mente mal dirigida. Também nenhum parente, seja pai, mãe ou irmão nos tornará tão felizes quanto nossa própria mente bem dirigida.

Em resumo, os cinco agregados da existência quando objetos de apego, isto é, quando tomados como “eu” e “meu” são sofrimento.

Os cinco agregados da existência são: corpo, sensações, percepções, consciência e formações mentais.



2ª - A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento

Qual é a causa do sofrimento? é a ignorância, o desejo, o apego, a cobiça, o ódio, e a ilusão. Mas aonde o desejo e a ignorância surgem? aonde estão suas raízes? Aonde houver coisas deliciosas e agradáveis lá o desejo e ignorância surgem, lá eles têm as suas raízes.

Visão, audição, olfato, paladar, tato e a mente são deliciosos e agradáveis lá o desejo e a ignorância surgem, lá eles fincam raízes. Quando percebemos um objeto pela visão, se o objeto é agradável a pessoa é atraída e se é desagradável a pessoa o repele.

Então, seja qual for a sensação que experimente, se a pessoa o aprova e acha agradável então a sensação condiciona o desejo, e desejando a pessoa se apega ao objeto desejado. Então o desejo condiciona o apego. Quando a pessoa se apega ela irá agir pela palavra ou pelo o corpo para possuir o objeto desejado.

Deste modo, então o apego condiciona a ação (Karma) ou processo de vir a ser. O processo de vir a ser (ou existência) condiciona o nascimento.

Dependendo do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e lamentação dor e pesar, ressentimento e desespero.

Assim surge essa imensa massa de sofrimento.



3ª - A Nobre Verdade da Extinção da Causa do Sofrimento

O que é a extinção do sofrimento? É a completa erradicação e desaparecimento da ignorância, desejo, apego, cobiça, ódio e ilusão e em conseqüência o abandono e libertação da ilusão do EU e do MEU.

Com a extinção da ignorância o desejo é extinguido.

Pela cessação do desejo cessa-se o apego.

Pela cessação do apego o processo de vir a ser ou as ações (Karma) é extinguido.

Pela cessação de vir a ser ou existência, o nascimento é extinguido.

Pela cessação do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e a lamentação, dor pesar, ressentimento e desespero serão extinguidos.

Assim se dá a extinção de toda esta massa se sofrimento.




Nirvana

Isso verdadeiramente é a paz, isto é, o mais elevado a saber o fim de todas as formações Kármicas, o abandono de todo substrato de ressarcimento, o fim da ignorância, do desejo, e apego, da cobiça, ódio e ilusão.

Encantado pelo desejo, irado pela cobiça, vendado pela ilusão, derrotado com a mente enganada, o homem, pela ignorância provoca a sua própria ruína, a ruína de outros e a ruína de ambos, e ele experimentará sofrimento mental e pesar. Mas se a ignorância e desejo e apego, cobiça, ódio, e ilusão forem abandonados, o homem não mais provocará a sua própria ruína, a ruína de outros, nem a ruína de ambos, não mais experimentando sofrimento mental e pesar.

Assim é o Nirvana, imediato, visível nesta vida, convidado, atrativo e compreensível apenas pelo sábio.

A extinção completa, total e global, sem deixar qualquer vestígio da ignorância, desejo e apego, cobiça, ódio e ilusão, isto verdadeiramente é chamado de NIBBANA.



O Arahat (Monge) - O Santo Sábio e Iluminado

E para o discípulo assim livre, em cujo coração reina a paz não há nada mais a ser acrescentado àquilo que ele já faz, nem nada mais resta para ele a fazer. Como uma sólida massa de rocha. Formas visuais ou sons, odores ou gostos, contatos de qualquer natureza, o desejável ou o indesejável, nada poderá fazê-lo entrar em vibração, inabalável está a sua mente. Foi ganha a libertação.

E ele que já atingiu o supremo equilíbrio e equanimidade à todas as coisas deste mundo, não é mais perturbado por nada, seja o que for. Ele está livre da raiva, da tristeza e da saudade, ele passou além do nascimento, decadência e morte.



4ª - Nobre Verdade da Senda que Leva à Extinção do Sofrimento

Os dois extremos e a Senda do meio. Os prazeres sensuais, o comum, o vulgar, o mundano, sem qualquer sentido para o progresso na Senda espiritual. Ou:

A mortificação do corpo que é dolorosa e também sem vantagem qualquer para a vida santa.

Ambos estes extremos, o iluminado evitou e descobriu a Senda Média, a qual propícia qualquer um ver e a compreender, leva à paz, ao discernimento, a iluminação e ao NIBBANA.



E qual é a Senda do Meio? É a nobre Senda Óctupla:

1) Palavra Correta

2) Ação Correta

3) Meio de Vida Correto (Moralidade)

4) Esforço Correto

5) Plena Atenção Correta

6) Concentração Correta (Concentração)

7) Correta Compreensão

8) Correto Pensamento (Sabedoria)



Livre da dor e tortura é esta Senda, livre de lamentos e sofrimento uma Senda perfeita. Verdadeiramente, como esta Senda não existe outra para a purificação dos seres. Se você seguir está Senda porá fim ao sofrimento. Mas cada um tem que lutar por si próprio, o iluminado apenas aponta o caminho.



1) Palavra Correta

a) Abster-se de mentir e de Caluniar.

b) Abster-se de levar e de trazer conversas que causem desarmonia e discórdia.

c) Abster-se de palavras pesadas, duras e ofensivas.

d) Abster-se de tagarelice e de conversas frívolas.



2) Ação correta

a) Abster-se de destruir os seres vivo, isto é, não matar.

b) Abster-se de pegar para nós aquilo que não nos pertence, isto é, não roubar.

c) Abster-se de errôneo comportamento sexual ( infidelidade, adultério etc.)

d) Abster-se de tóxicos e de bebidas alcoólicas que entorpeçam a mente.



3) Meio de vida correto

Abster-se de profissões como:

a) caçador, pescador, abatedor;

b) comércio de armas e drogas, bebidas, cigarros etc.

O meio de vida deve ser honesto, para o bem comum e nunca prejudicando e explorando nosso semelhante.



4) Esforço Correto

a) O Esforço de evitar o mal.

b) O Esforço de superar o mal.

c) O Esforço de fazer surgir o bem.

d) O Esforço de manter e de desenvolver o bem.



5) Plena Atenção Correta

a) Atenção sobre o corpo

b) Atenção sobre as sensações.

c) Atenção sobre os estados de consciência.

d) Atenção sobre os objetos da mente.



6) Concentração Correta

A concentração é a mente unipolarizada, isto é: mente voltada para um único ponto.

Existem cinco obstáculos para o desenvolvimento da concentração:

l - Sensualidade (luxúria)

II - Raiva, ira, ódio.

III - Sonolência, preguiça e torpor.

IV - Agitação e preocupação.

V - Dúvida



7) Correta Compreensão

a) Compreender as quatros nobres verdades.

b) Compreender as três características da existência.

c) Compreender as ações meritórias e a raiz dessas ações.

d) Compreender as ações demeritórias e a raiz dessas ações.



a) As Quatros Nobres Verdades

O homem comum, desprovido de correta compreensão, é ignorante dos ensinamentos dos homens Santos e não é treinado na nobre doutrina. Seu coração é possuído e dominado pela:



1) Ilusão da existência de um eu;

2) Pela dúvida;

3) Pelo apego e meras regras e rituais;

4) Pelo desejo sensual;

5) Pela raiva.



E como livrar-se destas coisas ele não sabe! Não sabendo o que é digno de considerações e o que é indigno (para libertar-se desses cinco grilhões) ele acaba considerando justamente o que é indigno e não o que é digno.



E pela ignorância ele se preocupa e reflete dessa maneira:

O mundo é eterno ou temporal? Finito ou infinito? O princípio vital é idêntico ao corpo ou alguma coisa diferente? O Buda continuará depois a morte ou não? Eu existi no passado ou não existi numa vida passada? O que eu fui na vida passada? Quem eu fui na vida passada? Eu existirei numa vida futura ou eu não existirei numa vida futura? Eu sou ou eu não sou? O que sou eu? Como sou eu? Este ser, de onde ele veio, para onde vai? "Sábias" Considerações!

O instruído e nobre discípulo entretanto, que sabe os ensinamentos dos homens Santos e é bem treinado na nobre doutrina; compreende o que é digno de consideração e o que é indigno. E assim sabendo, ele considera o digno e não o indigno.

O que é sofrimento, ele sabiamente considera.

O que é a origem do sofrimento, ele sabiamente considera.

O que é a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.

Qual é a Senda que leva a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.



b) As três características da existência são:

1) Impermanência

2) Insatisfatoriedade

3) Impessoalidade



O corpo é impermanente, as sensações, são impermanentes, as percepções são impermanentes, as formas mentais são impermanentes, e as consciências são impermanentes. E tudo o que é impermanente é sujeito ao sofrimento e mudança, não se pode corretamente dizer:

isto pertence a mim,

isto sou eu,

isto é o meu ego.



Assim como a bolha d’água é oca, vazia e insubstanciável, da mesma forma todos os fenômenos psíco-físicos são também ocos, vazios e sem um ego.


c) As ações Meritórias são de três tipos:

1) Pelo corpo, o mesmo que ação correta.

2) Pelo o verbo, o mesmo que Palavra Correta.

3) Pela mente, o mesmo que Pensamento Correto.



Quais são as raízes das Ações Meritórias:

1) Renúncia

2) Desapego

3) Boa vontade

4) Benevolência

5) Generosidade

6) Moralidade

7) Meditação

8) Reverência, gratidão e respeito

9) Serviço inegoísta ao próximo

10) Transferência de mérito

11) Alegrar-se com o sucesso e o mérito de outros.

12) Ouvir o Dhamma (Doutrina)

13) Expor o Dhamma

14) Ter corretos pontos de vista e correta compreensão

15) Gratidão

16) Respeito.



As Ações Demeritórias são também de três tipos:


1) Pelo corpo: destruir seres vivos roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas.

2) Pelo verbo: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas.

3) Pela mente: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista



As raízes das Ações Demeritórias são:

Cobiça, ódio, ilusão ou ignorância, egoísmo.



8) Pensamento Correto

São todos os pensamentos baseados na renúncia e desapego, tais como:

Boa vontade, benevolência e amor.

Bondade e camaradagem.

Correta compreensão e corretos pontos de vista.

Todo pensamento que for motivado pela Cobiça, Ódio, ilusão e ignorância, egoísmo, vaidade, inveja etc. Serão necessariamente pensamentos incorretos.

Que todos os seres que estejam em sofrimento, possam se libertar do seu sofrimento.

Que todos os seres que estejam inseguros e com medo, possam se libertar de sua insegurança e do seu temor.

Que todos os seres que estejam tristes e em lamento, passam se libertar de sua tristeza e da sua lamentação.

Pela realização dessas afirmações que todos os seres, sem nenhuma exceção, possam se sentir verdadeiramente muito bem e muito felizes.

Gassho

Possa ser esse para o bem de todos os seres.



Getulio Taigen



Texto retirado da página Budismo Simples

terça-feira, 24 de junho de 2008

A caminho...



Seria maravilhoso não ter que encontrar dificuldades, no entanto da mesma forma que os exames estimulam os estudos de uma pessoa, sem as dificuldades não pode haver progresso ou desenvolvimento. Não agir pelo bem é o mesmo que corresponder ao mal. Não avançar é o mesmo que retroceder. Fugir perante a luta é o mesmo que abandonar a fé. "O desespero é o refúgio dos tolos" - assim diz o ditado. Enquanto mantiverem a esperança, enquanto empreenderem ações corajosas para lutar, podem estar certos de que a primavera irá chegar novamente. Um provérbio russo diz: "Não existe inverno no reino da esperança."

Daisaku Ikeda

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Um Chá no Presente

O monge e filósofo Budista Vietnamita, Thich Nhat Hanh, escreve sobre como apreciar uma boa chávena de chá, numa interessante reflexão acerca do momento presente.




"Temos que estar totalmente despertos no presente para apreciar o chá.

Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena.

Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza.

Se estamos a ruminar sobre o passado ou preocupados com o futuro, perdemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena e o chá terá já terminado.

A vida é assim. Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta esta terá desaparecido.

Teremos perdido a sensação, o aroma, a delicadeza e a beleza da Vida.

Parecerá ter passado a correr por nós.

O passado terminou. Aprendamos com ele e deixemo-lo ir. O futuro ainda não está aqui.

Planejemos, sim, mas não gastemos o tempo a preocupar-nos com ele.

A preocupação é uma perda de tempo.

Quando pararmos de ruminar sobre o que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente.

Só então começaremos a experimentar a alegria de viver..."






quinta-feira, 24 de abril de 2008

Superação...


"Seria maravilhoso não ter que encontrar dificuldades, no entanto da mesma forma que os exames estimulam os estudos de uma pessoa, sem as dificuldades não pode haver progresso ou desenvolvimento. Não agir pelo bem é o mesmo que corresponder ao mal. Não avançar é o mesmo que retroceder. Fugir perante a luta é o mesmo que abandonar a fé. "O desespero é o refúgio dos tolos" - assim diz o ditado.

Enquanto mantiverem a esperança, enquanto empreenderem ações corajosas para lutar, podem estar certos de que a primavera irá chegar novamente.

Um provérbio russo diz: "Não existe inverno no reino da esperança."


Daisaku Ikeda

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pensamentos Budistas


"O homem que busca a fama, a riqueza e casos amorosos é como uma criança que lambe mel na lâmina de uma faca. Ao lamber e provar a doçura do mel, a criança corre o risco de ter a língua ferida. É como o tolo que carrega uma tocha contra o vento forte; corre o risco de ter o rosto e as mãos queimados."

Sakyamuni